Vai e volta, uma saudade que não acaba mais.
Jaz aqui o último poema desse maldito caderno.
Pois é impossível descrever a falta você me faz.
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Dez cartas para Dona Nair,
São dez anos da sua partida.
Uma promessa que não deu pra fugir,
E todo 15 agosto tenho que mexer nessa ferida.
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Tem horas que eu só queria te ouvir,
Aliás, me contentaria em apenas sonhar com você...
Como não consigo sonhar, tento apenas existir,
Mas o mundo ficou horrível depois de te perder.
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O túmulo, nunca visitei,
Minhas orações são só para agradecer.
Profissional da mente jamais procurei,
Luto, depressão e etc, usei nossos poemas anuais pra resolver.
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Me despeço com sentimento de dever cumprido,
Sim, dez anos, dez cartas e uma promessa a se cumprir.
Como escreve de luto e mentalmente ferido,
Hoje na última carta, digo que me ajudou a seguir.
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Eu te amo de todo meu coração,
E, nas rimas, tratei de eternizar.
Sou coadjuvante nesse mundo de maldade e corrupção,
Mas sou filho de Nair e seu legado hei de honrar.
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Por Luiz Paulo Miranda
Dedicado a melhor mãe que já existiu.
