O que escrever sem soar desesperador,
Qual o poema desse mês?
Vou falar de frustrações ou apenas de amor?
O que será de mim dessa vez?
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Pois é, busquei palavras pra definir o amor,
Mas todo amor me remete a você.
És tu o vício, o prazer, a alegria e minha dor,
Tú és o trauma impossivel de esquecer.
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O poema é um grito meu,
Um pedido de socorro ignorado, porém constante.
Me encanto apenas pelo sorriso seu,
Sorriso este cada dia mais distante.
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Transparecendo o homem forte e valente,
Me tranquei em me mesmo sem ver,
Mas tão fundo e tão inconsciente,
Que me tornaei o que tanto odeio sem perceber.
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É teu o poema com um mix de ódio e carinho,
Com amor e sem qualquer ilusão.
Inúmeros encontros, mas vejo-me sozinho,
De cama em cama remendo os retalhos do coração.
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Por Luiz Paulo Miranda
