Eu poderia escolher melhor quem pôr ao lado,
Dizem com a cara lavada a me julgar...
Quem diz isso desconhece meu legado,
Pois não escolhemos sozinhos quem levamos ao altar.
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Onde estou?
Quem sou eu de verdade
Pra onde vou,
Sinto-me um otario sem criatividade.
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Como eu queria dizer o que estou a pensar,
Mandar esse lixo todo se FUDER.
Arrumar as malas, pegar as crias e nunca mais voltar,
E quem sabe perto do mar passa a viver.
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Querer eu quero, mas, ao mesmo tempo, não tô afim,
Mas um dia comum e que vai sempre continuar.
Tudo que preciso está dentro de mim
Minha batalha íntima, cruel e interna e que jamais vai cessar.
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As frustrações consegue me destrir,
Os "não" da vida acabam comigo.
Mas é só pôr um curativo e seguir,
Assim diz os ofensores com rótulos de amigo.
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Luiz Paulo Miranda
