E de um a outro, aos seus ouvidos despercebidas...
A atenção a mim, mais uma vez, fora negada,
Ficando um pobre homem e suas feridas.
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Hoje sou tristeza, ódio, vergonha e sofrimento,
Me sinto pequeno, embora muito me veja gigante,
Algo me corroe por dentro.
Claramente, não sou o mesmo de antes,
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Vivo um caos internado, com aparência de paz.
Algo ainda dói e remédio algum curou,
Anestesiado, porém, sangra mais e mais,
Pois a família o ódio e a intolerância nos levou.
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Eis me aqui, despido de confiança, autoestima e companhia,
Quem sou eu? vivo me perguntando,
Talvez pare numa cadeira de terapia,
Pois nesse jogo só terapeuta saem ganhando.
