Os resquícios de inspiração teimam em não aparecer,
Pois, diferente de antes, o último poema dói.
Maldito és o autor que escreve por escrever,
Algo sem alma e que aos poucos corrói.
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Escrita por tédio e não por amor,
O último poema é despido de inspiração.
Talvez apenas um desabafo do autor,
Compilado de rimas que o descreve em sua criação.
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O último poema não tem alma,
Sem qualquer resquício de sentimento.
Embora feito com bastante calma,
São meras e inúteis palavras lançadas ao vento.
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O último poema é tudo,
Tudo de quem não tem nada.
Alguém que dizia ser sortudo,
É a arte de um solitário à vagar por essa estrada.
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Por Luiz Paulo Miranda
